Toma um texto pra "vocês" perderem mais tempo por aqui, é de Shakespeare e é foda:

Para não esperar que lhe traguem flores

"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que a companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se você ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-lo por isso.
Aprende que falar pode aliviar as dores emocionais.
Descobre que se leva certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la. E que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto de sua vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitimos escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida se vão depressa... Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfreando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a se levantar.
Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você já celebrou.
Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se dever dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que se julga, você em algum momento será condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe... Depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida."
[William Shakespeare]

É muito bom, então leiam.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pensem nisso

Durante minhas empreitadas na "interwebz", deparei-me com um texto tão depressivo que até uma rápida compreensão poderia fazer o mais macho dos homens derramar a tão infame "lágrima masculina". E com base no meu humor ultimamente e no último post, deixarei o texto traduzido só pra "vocês".


1º Ano

Enquanto eu sentava na aula de inglês, eu encarava a garota ao meu lado. Ela era a minha tão chamada “melhor amiga”. Eu olhei os seus longos e sedosos cabelos, e desejei que ela fosse minha. Mas ela não me notava desse jeito, e eu sabia. Depois da aula, ela caminhou comigo e me pediu pelas anotações que ela havia perdido no dia anterior e eu entreguei à ela. Ela disse “valeu” e me deu um beijo na bochecha. Eu quero contar à ela, quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido, e eu não sei porquê.

2º ano

O telefone tocou. No outro lado da linha, era ela. Ela estava em lágrimas, resmungando sobre como o amor dela partira seu coração. Ela me convidou pra ir à casa dela pois não queria ficar só, então eu fui. Eu sentei perto dela no sofá, eu olhei nos seus gentis olhos, desejando que ela fosse minha. Duas horas, um filme da Drew Berrymore e três pacotes de biscoito depois, ela decidiu dormir. Ela olhou pra mim, disse “valeu” e me deu um beijo na bochecha. Eu quero contar à ela, quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido, e eu não sei porquê.


3º Ano

No dia antes do baile ela andou até o meu armário. “Meu par ficou doente” ela disse; ele não vai bem, eu não tenho um par, e na 7ª série, fizemos uma promessa que se nenhum de nós tivesse um par, iríamos juntos como “melhores amigos”. Então fomos. Noite do baile, depois que tudo acabou, eu estava de pé em frente a porta da casa dela! Eu olhei para ela enquanto ela sorria pra mim e me olhava com aqueles olhos cristalinos. Eu quero que ela seja minha, mas ela nem pensa em mim desse jeito, e eu sei. Então ela disse “eu me diverti muito, valeu!” e me deu um beijo na bochecha. Eu quero contar à ela, quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido, e eu não sei porquê.


Dia da formatura

Um dia passou, e então uma semana, depois um mês. Num piscar de olhos, era dia da formatura. Eu a observava enquanto o seu corpo perfeito flutuava que nem um anjo no palco para pegar o seu diploma. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me notava desse jeito, e eu sabia. Antes que qualquer um fosse embora, ela veio até mim nas roupas de formatura e chorou enquanto eu a abraçava. Então ela levantou sua cabeça do meu ombro e disse “você é o meu melhor amigo, valeu!” e me deu um beijo na bochecha. Eu quero contar à ela, quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido, e eu não sei porquê.

Alguns anos depois

Agora estou sentado num dos bancos da igreja. Aquela garota está se casando agora. Eu a observei dizer “eu aceito” e seguir com sua nova vida, casada com outro homem. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me notava desse jeito, e eu sabia. Mas antes dela ir, ela veio até mim e disse “você veio!”. Ela disse “valeu” e me beijou na bochecha. Eu quero contar à ela, quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido, e eu não sei porquê.


Funeral
Anos se passaram. Eu olhei para o caixão da garota que eu costumava chamar de “melhor amiga”. Na cerimônia, eles leram um trecho diário que ela havia escrito na época do ensino médio. Era isso que estava escrito:

“Eu olhava pra ele, desejando que ele fosse meu, mas ele não me nota desse jeito, e eu sei. E quero contar à ele, quero que ele saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu o amo mas sou muito tímida, e eu não sei porquê. Eu queria que ele me dissesse que me amava!
Eu queria dizer também... Eu pensei comigo mesma, e chorei.”



Desafio-vos a não chorar.

É engraçado a sensação de solidão. Porque as vezes, você se sente rodeado de amigos, eles até se importam com você e vice-versa, mas falta alguma coisa, algum tipo de companhia que nenhum amigo pode oferecer. Eu falo de uma presença do sexo oposto, aquela pessoa que você pode trocar carícias e chamegos, é ultima pessoa em quem você pensa antes de dormir e a primeira quando você acorda. Mas o pior são aquelas vezes em que você sente que perdeu a oportunidade, você até tentou, mas não foi perseverante o suficiente. Esse arrependimento é que nem um câncer, quanto mais você tenta se livrar dele, mais ele aparece. O arrependimento que você sente quando não teve coragem de falar com aquela moça bonita, ou aquele rapaz eloquente. Esse último chega a ser pior, o que você nem tenta e se alguma outra pessoa tentar no seu lugar e conseguir, este será um dos momentos mais amargos da sua vida, e eu já passei por um monte deles.Oportunidades perdidas, tentativas em vão, falta de coragem, excesso de timidez, por mais que tentemos esconder isso, essas coisas vão mudando você. Você se torna seco, frio, amargo e tem medo de tentar começar de novo. Tem medo de tentar, fracassar e passar por mais decepções, desilusões e não quer ter aquela sensação de que, por mais que você tenha feito o que achava que era certo, tudo ao seu redor vai dizer o contrário, até mesmo o acaso.
Você tenta se lembrar dos fracassos, tenta enxergar o que deu errado, e a única pessoa em quem você vê culpa é em você mesmo por ter se preocupado em tentar correr atrás ou fazer alguma mudança enquanto as outras nem ao menos se preocupavam.Você percebe que, em certo momento, não deveria ter sido tão grosso, ou severo, ou inflexível, apenas para não ferir seu próprio orgulho e que hoje você recolhe a amargura que você causou.
Você sabe que outras pessoas erraram, você até as perdoa por isso, mas não consegue perdoar a si mesmo por ter sido o único que viu o erro a tempo, mas não teve a coragem ou iniciativa de corrigir esse erro.
As vezes, você nem sabe porque ainda se culpa, apenas sabe que poderia ter agido de forma diferente, mas não vê mais como reparar isso, porque simplesmente, não há como.
Então, por fim, você percebe que já passou da hora de seguir em frente, vê que todos que também se queimaram no mesmo fogo que você já seguiram, porém não vê como seguir, até tenta, mas percebe, ainda, que falta algo, o próprio estimulo, a auto-confiança que ficou para trás.


E mais no fim ainda, você percebe que só pensa bobagem, e, aliás, ficar pensando já é a maior bobagem, e que agir seria o melhor remédio.

Como disse Shakespeare, "não esperem que lhe tragam flores".


Por que, diabos, algumas pessoas insistem em não levar essas músicas a sério? Em um quadro geral, elas costumam ser boas, principalmente quando se trata de grandes títulos das respectivas médias.
E dou atenção especial pra música de games, que, na maioria, são ótimos. Peguemos exemplos de grandes jogo, como Final Fantasy (os mais antigos), músicas boas, as vezes orquestradas, algumas beirando a música clássica.
Falemos em nomes de artistas, pra deixar mais claro. Temos Yoko Shimomura, uma grande compositora, muito requisitada no mundo dos games, tanto que ela abandonou sua exclusividade da Square pra trabalhar como Freelancer. Para quem não a conhece de nome, ela trabalhou nas músicas de Kingdom Hearts (Destati, Dearly Belover, Organization XIII, entre outras), só obras de arte. Músicas bonitas, a maioria sem vocal, mas com uma qualidade inigualável. Músicas que, em épocas mais cultas, teriam feito bastante sucesso não só para fãs do game. Além de Kingdom hearts ela trabalhou nuns 34 outros títulos famosos. Qualquer dúvida é só jogar no wikipédia inglês.
Temos outros nomes também: Castlevania, todos os jogos da série Shin Megami Tensei, Shadow Hearts, Mana Khemia, Yakuza, Silent Hill (esse último tem uma das melhores e mais épicas trilhas sonoras do mundo gamístico) etc.
Músicas boas, envolventes, empolgantes, que dão ao jogo seu clima, sua atmosfera agradável ou pesada, dependendo do jogo ou da situação do jogo.

Músicas tão boas, que se você mostrar pra alguém que não conheça, essa pessoa pode até achar interessante ou até mesmo gostar. O problema é que tem gente tão pré-conceituosa nesse mundo que, se elas descobrem que é música de jogo, o interessa vai por água abaixo.

Não acredito que vivemos em uma sociedade onde músicas repetitivas e sem conteúdo (ou com conteúdo... "inapropriado") são apreciadas em demasiada euforia, e músicas boas, as vezes com um conteúdo emocional grande, que você, independente se você jogou o jogo ou não, vai sentir essas sensações, são rapidamente categorizadas como lixo, "poluição sonora", "música de lerdão", e coisas do gênero.

Só uma frase expressa o que eu sinto por essa juventude atual:


"Filho, eu sou/estou 'desaponto'".

Pesquisem por vocês mesmo, tirem os seus pré-conceitos dessas cabeças vazias e facilmente manipuladas e pesquisem por algumas músicas que vocês logo irão ver o quão ruim são esses "funks" e afins.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Até eu posso me enganar as vezes.

É, parece que eu estava errado sobre três coisas.

  • A primeira é que o paspalho não tinha saído do curso, mas tá "saindo aos poucos", pelo que deu a entender dele. Ele não gostou do rumo do curso e quer tentar coisas novas, mas acho que podem ter outros motivos, como por exemplo, desilusão com o Instituto. Não vou entrar em detalhes.
  • A segunda é que eu consegui ver aquela menina que eu comentei no último post de novo! Me surpreendi com essa coincidência, tanto que eu sou inclinado e me corrigir e dizer que não foi uma simples coincidência. Não digo que acredito em destino, mas acontecem coisas por alguma razão. Quando não é por dinheiro, existe um motivo mais profundo e romântico escondido por detrás do ocorrido, só basta acreditar e entender. Talvez eu a encontre por aí de novo, quem sabe. Ela realmente é bonita, usa aparelho, cabelo curto e estuda num colégio estadual perto do Tanque. Queria saber mais sobre ela...
  • A terceira... Eu não me lembro bem o que é, mas eu com certeza me enganei. Deixo a conclusão desse para os leitores fantasmas desse blog que eu mesmo matei.

Por fim, eu queria agradecer a todos que tornaram isso possível, meu bom amigo C.E., e minha amante especial, cujo nome vou deixar incógnito por motivos de segurança.

É, galerinha que não acompanha meu blog (graças a Deus!), parece que o paspalho do último post não resistiu aos atos de bullying (não só do próprio bully, mas como também de alguns outros colegas de sala). O paspalho abandonou o curso. O rapaz já tinha uma auto-estima muito baixa, era só uma questão de tempo até que ele não aguentasse a pressão, mas é uma pena. Daqui à alguns anos ele vai ver o quão imaturo foi abandonar um curso pela metade. Mas é a vida, ou melhor, é a vida dele, não podemos fazer nada. NA-DA.
Enfim, aquele bully deu uma sossegada. Eu nem tenho o visto mais, acho que essas porras são que nem assombrações, só vê quem acredita.

Puxa vida, "gente". Hoje no caminho de volta pra casa eu vi uma mina muito linda, vocês tinham que ver! Porra, cabelinho curtinho, magrinha (não tanto quanto eu, né), com roupa de colégio estadual. Eu dei o maior olhadão pra ela! Quase roubei a alma dela com um olhar e ela percebeu e olhou de volta... Rapaz, aquilo fez meu dia valer a pena! HUEHEUEHEUEHEUEHEUEHEUEHEU!
Que patético, não? Ficar todo proza só porque eu troquei olhares com uma menina na rua, que eu provavelmente nunca mais vou ver de novo e que possivelmente só olhou pra mim porque eu a sequei. Mas é isso que minha vida foi resumida ultimamente, chame de punição divina ou o que quiser, eu chamo de um dia normal.
Mas ela era tão bonitinha, meu Deus. Se eu tivesse uma mina dessas, eu teria uma razão pra acordar todo dia. Digamos que ela tenha olhado pra mim com um interesse mesmo, puxa vida, isso é ser feliz?
De qualquer maneira, eu comi meu ovo da páscoa hoje, e, puta que pariu, veio um brinquedo muito foda! Era uma Kinder Max Ovo! E veio com um tipo de luneta especial com um tripé. Na encarte diz que é pra usar essa luneta pra procurar uns bichinhos numas imagens oferecidas na embalagem, já que esses bichinhos são minúsculos! Então até aí funciona como um microscópio.
E dá pra regular o "zoom" da luneta também, é bem engenhoso, MUITO diferente dos outros brinquedinhos que eram dados nos anos passados.

O que eu quero dizer é, feliz Páscoa e não comam muito chocolate, a não ser que vocês não se importem com uma diarreia ou umas espinhas.

Tem muita coisa na internet que, se não recebe muitas visitas ou atualizações, são deletadas. Mas esse blog aqui não me parece ser uma delas.
Oi, eu sou seu blogger menos favorito, o dono dessa joça abandonada aqui, Antonio Lucas (é um pseudônimo, acredite).
Enfim, o que vocês andaram fazendo na minha longa ausência? Não que eu queira saber mesmo, só to perguntando por educação. De qualquer maneira, talvez eu volte a postar porcarias aqui. Terminar o que eu tinha começado, só talvez.
Faço isso porque um amigo virtual meio que me incentivou a dar continuidade nessa bodega. Não diretamente, mas ele teve um blog, e os posts dele eram bons, quase tão bons quanto os meus. QUASE. Brincadeira, eram melhores e mais numerosos. Mas aconteceu algum problema com o dono do blog dele e... Já era.
Continuando, eu não sei o motivo de estar fazendo isso, pra dizer a verdade, nem tenho o que falar nesse post.
Deixa eu pensar um pouco aqui...
Ah, dane-se, vou falar sobre uma coisa que andou me incomodando. Tem um rapazinho novo no meu curso do SENAI que puta que o pariu. Nunca pensei que esse tipo de pessoa enjoada podia fazer cursos por lá, mas acho que é fácil demais entrar (afinal, eu consegui entrar também). Então, é um típico bully. Um rapaz que se acha muito, acha que homem, macho, que faz sucesso com a mulherada, que é popular e que ninguém é melhor do que ele. Mas a parte chata disso, é que ele realmente é popular. A sociedade parece incentivar esse tipo de pessoa, por mais hipócrita que pareça. Talvez seja porque não é com elas que um merdinha desses mexe. Não que ele já tenha mexido comigo, mas já mexeu com uns amigos meus. Um dos casos mais revoltantes foi a de um paspalhão que tá na minha turma.
Aparentemente esse bully virou pro paspalho e, sem motivos ou intimidades, o chamou de "baraka" (famoso personagem de Mortal Kombat, conhecido pela sua aparência medonha). O paspalho, que estava num dia ruim e de mau humor, não aceitou muito bem a zoação, e saiu xingando o bully de um monte de nomes que eu prefiro nem citar. É claro que o bully não levou na brincadeira, se fosse o contrário estaria tudo bem, mas "um paspalho não pode fazer uma coisa dessas, ele tem que saber o seu lugar". Aposto que foi mais ou menos isso que passou pela cabeça desse bully. Foram feitas ameaças e o caramba, e uma briga foi marcada depois da aula (mais infantil do que isso impossível, né). Quando eu soube da estória, fiquei um pouco confuso, e até falei pro paspalho que ele realmente estava errado. Mas eu não conhecia o bully, né, nem sabia como ele falava e tal. Quando chegou a hora da saída, acho que o curso inteiro já devia estar sabendo dessa confusão. Foi quando eu cheguei no ponto (o infame locas da briga) e vi que tinham uns otários conversando. O paspalho, o bully, e mais dois. Um deles também era da minha turma, 100kg de músculo e um cérebro que só entende nomes de anabolizantes e um outro que "fecha" sempre com os 100kg de músculo, uma verdadeira montanha humana, esse é realmente assustador, não é um bully, mas ele tem uma aparência intimidadora. O motivo da revolta foi a seguinte, tinham esses três: o bully, o 100kg de músculo e o montanha que estavam contra o paspalho! Porra! Sério, eu já ouvi falar em covardia, mas dessa vez superou o limite, foi um verdadeiro holocausto, gente.

Montanha: "Não, mas você não podia sair xingando o maluco só porque você ouviu alguma coisa que você não gostou."
100kg: "É."
Bully: "Merecia tomar uma surra, só pra aprender a não falar comigo assim."
100kg: "É."
Paspalho: ".........Eu só não tinha gostado que ele me chamou...."
Eu: "Puta que os pariu, só dá viado nessa porra, esses três devem estar se comendo, só pode!"

É claro que eu não falei isso, não queria arrumar confusão com eles e o problema não era meu, certo? Mas isso tá me consumindo por dentro. É como se eu fosse a única pessoa sã daquele meio. O único que ficou do lado do paspalho, mesmo que por pensamento.
Não que eu tenha medo desses brutamontes, não tenho medo de apanhar. Mas é o seguinte, eu também não vou ter medo de ir pra prisão por ter matado um desses de raiva, não vou ter medo de virar mocinha da cadeia e muito menos vou ter medo de morrer numa dessas. É por isso que eu não queria arrumar confusão, se eu perdesse o controle lá, fodeu. Não que eu seja fortão também, mas é que depois que você aprende onde machucar mesmo uma pessoa, você não esquece. O cara pode ser feito de aço, mas os olhos dele serão moles e vulneráveis como o de todo mundo, se ele não me derrubar e me imobilizar de primeira, já era pra ele.
Bem, mas isso não é tudo que ele fez, mas eu não to afim de falar o resto. Não mais.

Então, se eu fosse falar tudo que rolou comigo nesse tempo, puta merda, eu ia ficar aqui pra sempre! Então vai ser só isso por enquanto, boa sorte pra vocês. Vê se vocês conseguem arrumar alguma coisa pra fazer também, estar aqui perdendo o tempo lendo isso é a gota.

Fiquem com uma foto do Paspalho, digo, uma imagem do Baraka pra ajudar vocês a dormirem bem. E lembrem-se, se vocês virem um ato de bullying sendo praticado e não fizerem nada, vocês são tão ruins quanto os bullys.